Fiscais da prefeitura continuam percorrendo Bauru para garantir o cumprimento dos decretos que regulamentam a quarentena. As aglomerações, ainda que em áreas externas de estabelecimentos como bancos e lotéricas, ainda são um desafio para o município e estão no alvo das fiscalizações, de acordo com a secretária de Planejamento, Letícia Kirchner.
“Bancos e casas lotéricas têm sido o maior desafio para assegurar boas condições nas filas em que a população aguarda atendimento. Estamos cobrando a presença de gestores de aglomeração, que são funcionários desses estabelecimentos auxiliando para que as pessoas mantenham a distância em filas externas.
Em muitos locais, vemos que a fila é muito grande para apenas um gestor”, afirma. A situação se intensificou após a liberação do auxílio emergencial, que provocou uma verdadeira corrida às agências bancárias. Letícia destaca que, em muitos casos, as aglomerações são desnecessárias.
“A população não precisa ir ao banco e nem à lotérica, porque o dinheiro do auxílio emergencial cairá direto na conta. Está assegurado que não será utilizado para cobrir o cheque especial. Essa é uma aglomeração que não precisa acontecer”, diz.
700 LOCAIS
No último feriado prolongado, de sexta-feira (10) a domingo (12), mais de 700 locais foram fiscalizados em Bauru. Destes, foram 22 bares denunciados. Dois tinham autorização de funcionamento como padaria e foram orientados quanto à proibição de consumo no local e um outro foi interditado.
Houve ainda mais duas denúncias de pesqueiros que não se confirmaram e três autos de infração emitidos para estabelecimentos comerciais, sendo dois deles na região Central.
FESTAS
Outro foco das fiscalizações tem sido as festas particulares, conforme mostrou manchete do JC no último domingo. No feriado prolongado, foram seis denúncias. Quatro foram orientadas e encerradas e as outras não se confirmaram, de acordo com Letícia Kirchner.
“Estamos focando não só nas reuniões particulares, mas também em locais públicos para os chamados ‘rolezinhos’, como na praça do Santa Edwirges e do Jaraguá. Já as particulares, principalmente, no Vale do Igapó, donos de imóveis que fizerem locação para festas receberão sanções”.
SERVIÇO
Denúncias podem ser feitas na Ouvidoria: (14) 3235-1156.
Suspeita de Covid-19 fecha agência para higienização
A agência da Caixa Econômica Federal, localizada na avenida Duque de Caxias, em Bauru, está fechada desde a última terça-feira (14). De acordo com o Sindicato dos Bancários em Bauru, um vigilante que trabalha na unidade encontra-se internado no Hospital Estadual , respirando com ajuda de aparelhos, com suspeita de Covid-19. “Ele trabalhou alguns dias com sintomas de doença e foi internado no dia 10”, afirma a diretora do sindicato, Priscila Rodrigues.
Nos dias 14 e 15 de abril, o sindicato realizou um ato em frente à agência para cobrar providências da gerência, e também para alertar a população sobre os riscos de se sair de casa. Um ator vestido de “morte” participou da ação para chamar atenção da população. Em nota, a Caixa afirma que, embora não tenha havido a confirmação de Covid-19 até o momento, foram adotados os protocolos preventivos à disseminação do vírus na unidade.
“Informamos que a agência foi fechada para realização de assepsia geral (higienização) e todos os funcionários da unidade foram realocados para trabalho remoto. Neste momento, o atendimento está sendo realizado de forma parcial, por empregados que não tiveram contato com a equipe local”, diz o texto. JCNET

