O anúncio da demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde pelo presidente Jair Bolsonaro, hoje, quinta-feira (16), provocou panelaço em diversos estados pelo Brasil. A manifestação tem sido comum nas últimas semanas contra as atitudes e declaraçõs do presidente no combate ao novo coronavírus.
Os panelaços recomeçaram por volta de 17h05m, quando Bolsonaro anunciou a demissão em pronunciamento e confirmou o convite ao oncologista Nelson Teich, que assumirá a pasta.
O panelaço e os gritos de “Fora, Bolsonaro” foram registrados na Barra da Tijuca, em Botafogo, Jacarepaguá, Andaraí, Copacabana, Leblon, Tijuca, São Cristóvão e no Humaitá. Na Lapa e no Centro há registros de “apitaços” e fogos em meio aos gritos de oposição ao presidente.
Após um ano e quatro meses no cargo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS 14/04/2020
Em São Paulo, há registros na região central e em Pinheiros, Higienópolis, Bela Vista, Perdizes, Santa Cecília e Vila Madalena. Em Niterói, o bairro de Icaraí também registrou panelaços em meio aos gritos de “genocida” durante o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília, os protestos puderam ser ouvidos na Asa Sul e na Asa Norte da cidade.
Em Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG), nos bairros de Serra, Anchieta, Castelo, Savassi, Sion, Santo Antônio e Carmo, também há registro de manifestações.
A exoneração ocorre depois de semanas de desentendimentos públicos entre os dois sobre a maneira de lidar com a pandemia do novo coronavírus. O oncologista Nelson Teich foi convidado para o seu substituto e já aceitou. Embates entre Bolsonaro e Mandetta — assim como a demissão nesta quinta-feira — já vinham repercutindo nas janelas recentemente.
Na semana passada, quando o presidente decidiu demitir o ministro, houve reação das panelas. Em seguida, quando ele voltou atrás e manteve Mandetta no cargo, também se ouviu reações. Em pronunciamentos oficiais nos quais Bolsonaro discursou na contramão de orientações da pasta (como o distanciamento social), os panelaços e os gritos de ordem se repetiram. O GLOBO
