O governo de Buenos Aires informou nesta segunda-feira que aplicará multas em quem não usar máscaras para se proteger da Covid-19. Além de desembolsar entre 10.700 (R$ 842) e 79.180 (R$ 6.235) pesos argentinos, pessoas desprotegidas ficarão sujeitas a prisão ou a revogação de seus alvarás, caso sejam comerciantes.
Ele afirmou também que as máscaras podem ser produzidas em casa, com pedaços de pano e elásticos. Máscaras hospitalares N95 – modelo que filtra até 95% das partículas do ar – serão vendidas apenas para quem comprovar ser profissional da saúde ou para empresas com esta finalidade para evitar sua escassez.
A quarentena obrigatória permitiu reduzir a cifra para 2.208, e baixar o ritmo de infecção: agora, ele dobra a cada 10 dias. Para efeito de comparação, no Brasil, com 210 milhões de habitantes, já são 22 mil casos confirmados e mais de mil mortos; na Argentina, com 44 milhões de habitantes, as vítimas fatais são 96.
Reabertura dos bancos
O decreto que estende as medidas é exatamente igual ao inicial, abrindo apenas três exceções: a partir desta segunda-feira os bancos serão reabertos — a abertura excepcional para o pagamento de aposentadorias causou grandes aglomerações há uma semana — , além de lojas de automóveis e estabelecimentos de pneus.
Para evitar uma repetição da semana passada, os bancos funcionarão em horário estendido e com visitas agendadas previamente pela internet. O atendimento pessoal será realizado apenas para aposentados e pensionistas que não tenham cartões de débito.
Em Buenos Aires, os transportes públicos que funcionavam em horário reduzido voltarão às suas frequências habituais, mas todos os passageiros serão obrigados a usar máscaras, viajar sentados e respeitar as medidas de distanciamento social.
Em diversos pontos de ônibus, foram feitas marcações no chão para indicar a distância que as pessoas devem manter umas das outras. Fernández, que admite taxar grandes fortunas para tentar conter os danos econômicos causados pela Covid-19, vem apostando na “ressurreição” da construção civil pública como uma ferramenta de reativação econômica.
Além da construção de 12 hospitais modulares que o governo planeja entregar em duas semanas, prevê-se ainda a continuação gradual de obras paralisadas em estradas nacionais e cerca de 400 reformas pequenas, como consertos nas ruas, em calhas e no sistema de saneamento.
Na ocasião, Fernández afirmou que estuda a possibilidade de autorizar passeios para pessoas com circunstâncias específicas, como o autismo (com a autorização de um acompanhante), e não descartou que nos próximos dias os cidadãos pudessem sair para se exercitar na rua sob certas condições. O GLOBO
