O teste realizado na mãe da criança recém-nascida, com quatro dias, que morreu com coronavírus em Natal, teve resultado negativo para a doença, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde do município hoje, quinta-feira (9).
Os profissionais agora ampliam os exames para saber se a mulher teve a doença durante a gravidez e como ocorreu a transmissão da doença.
O primeiro teste realizado foi o Swab – baseado na presença do vírus nas mucosas da paciente (como nariz e boca), porém não foi encontrado vírus.
De acordo com a Secretaria, um novo exame, chamado sorologia, será feito para detecção de anticorpo para Covid-10, a partir da coleta de sangue da paciente.
Somente com essa e outras questões respondidas, os técnicos poderão definir se o bebê teve uma contaminação vertical (da mãe para o filho ainda dentro da barriga) ou externa.
“Nós não podemos afirmar como isso aconteceu até a investigação ser concluída e analisarmos cada aspecto”, afirma Juliana Araújo, chefe do setor de Vigilância em Saúde de Natal.
“Acontece que, se a doença já têm mais de sete dias, é mais fácil esse teste dar um falso negativo. A pessoa já pode ter criado anticorpos. Por isso precisamos fazer a sorologia para continuar a investigação”, explicou a profissional.
Se o novo exame der positivo, os profissionais poderão inclusive indicar se a paciente teve contato com o vírus nos últimos 30 dias ou antes.
Já a criança teve a amostra recolhida aproximadamente seis horas após o nascimento, sem ter contato externo com a mãe, porque era prematura e precisou ser levada à UTI.
Para a Juliana Araújo, a chance de um contágio externo seria menor, porque esse tempo seria insuficiente para o vírus já ser detectado no nariz ou na boca do paciente.
“Mas nada está descartado. Tudo que diz respeito a esse vírus é novo. Vamos fazer toda a investigação baseado em conhecimento científico, analisando também casos semelhantes ao redor do mundo”, disse.
O caso
O recém-nascido morreu nesta quarta-feira (7), e o resultado do exame deu positivo para Covid-19. A mãe apresentava quadro de hipertensão, diabetes, obesidade e síndrome respiratória a esclarecer e está em isolamento domiciliar.
Ela deu entrada em um hospital da rede pública no dia 2 e o parto aconteceu na madrugada do dia 3. De acorco com a secretaria municipal, o bebê nasceu com 30 semanas de gestação, apresentou insuficiência respiratória e ficou na UTI neonatal.
