A principal autoridade da cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia do novo coronavírus, pediu aos moradores que se mantenham vigilantes e evitem sair de casa. A recomendação acontece após um relaxamento das estritas regras de isolamento que impediam os 11 milhões de habitantes saíssem de casa desde 23 de janeiro.

Autoridades de Wuhan, epicentro da pandemia de Covid-19 na China, orientam a ficar em casa
A ameaça de uma reincidência no município continua alta, disse Wang Zhonglin, chefe do Partido Comunista local, ordenando aos moradores que só saiam de casa se for necessário.
O alerta é dado apesar de os dados mais recentes mostrarem uma diminuição de casos novos no território da China continental e nenhuma infecção nova na cidade, que é a capital da província de Hubei, e que foi a mais atingida pelo novo vírus, com mais de 50 mil casos relatados de infecção pelo Sars-Cov-2.
As restrições de circulação em Wuhan estão sendo retiradas aos poucos e as barreiras de plástico amarelo, ou azul, permanecem – um sinal de que a normalidade ainda não foi recuperada. Voluntários com traje anticontaminação têm espalhado desinfetante pela cidade.
A partir de quarta-feira (8), as autoridades devem permitir que as pessoas viajem para fora do município. Na quarta-feira (1º), a China anunciou pela primeira vez que o número de casos assintomáticos da Covid-19. O país se empenha em identificar esses casos, porque, mesmo sem tosse ou febre, eles são transmissores do vírus.
Mais de 700 mil casos evitados
Um estudo de pesquisadores de China, Estados Unidos e Reino Unido, divulgado pela revista “Science”, indica que as medidas drásticas tomadas pela China nos primeiros 50 dias da epidemia permitiu que houvesse um tempo valioso para outras cidades do país se preparassem.
No dia da epidemia – 19 de fevereiro – existiam 30 mil casos confirmados na China, disse um dos autores do estudo, Christopher Dye, da Universidade de Oxford. “Nossa análise sugere que sem a restrição de viagens sobre Wuhan e a resposta de emergência nacional, teria havido mais de 700 mil casos confirmados da Covid-19 fora de Wuhan até essa data”, disse em comunicado. G1
