A grande demanda represada de exames da Covid-19 em Bauru pode, finalmente, ser amenizada. O governador do Estado João Dória (PSDB) anunciou que a unidade regional de Bauru do Instituto Adolfo Lutz estará entre as habilitadas para processar amostras e deve receber, ainda nesta semana, kits de insumos para a realização de exames.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta diz que o Estado liberou até 1 mil testes semanais de Covid-19 para a cidade e que o laboratório local do instituto tem capacidade de realizá-los. A expectativa do prefeito é de que os exames passem a ser realizados a partir da semana que vem. O Centro de Laboratório Regional Bauru (CLR 2) fica na quadra 6 da rua Rubens Arruda, próximo ao Pronto-Socorro Central (PSC).
Conforme o JC noticiou em edições anteriores, a diretora da unidade em questão já passou por capacitação na Capital. “A Virgínia [Bodelão Richini Pereira, diretora da unidade de Bauru do Adolfo Lutz] disse que há possibilidade de fazer os 1 mil testes já neste primeiro momento.
O laboratório possui seis equipamentos lá, além de funcionários. Faltam apenas os insumos”, reforça Gazzetta. O Estado, contudo, irá bancar exames apenas para os pacientes mais graves, aos internados e para os trabalhadores da saúde, neste primeiro momento. “Não é para todo mundo”, ressalta o prefeito.
AMPLIAÇÃO
Em razão dessa limitação de público, Gazzetta projeta uma força-tarefa com empresários e entidades do município para aumentar a capacidade do laboratório para até 10 mil exames semanais. Ele conta que avaliará um orçamento recebido do laboratório, que especifica quais os tipos de equipamentos seriam necessários para a ampliação do número de exames.
Entre eles, estariam câmaras biológicas e equipamentos sequenciadores. A situação deve ser levada para reunião nesta quinta-feira (2), por videoconferência, com empresários. “Quero ajudar o laboratório a comprar mais insumos e equipamentos para examinar também as pessoas que apenas manifestam os sintomas, mas não precisam de internação.
Assim, teremos uma radiografia melhor da doença na cidade”, explica Gazzetta. “É quase uma operação de guerra, mobilizar um monte de gente para comprar o que o laboratório precisa para adquirir mais testes. Se conseguirmos, seremos a cidade com maior perfil epidemiológico no País. É algo que facilitará ações de planejamento e isolamento social”, acrescenta o prefeito.
DESISTÊNCIA
A Secretaria Municipal de Saúde estudava também a compra de exames de um grande laboratório em Belo Horizonte, mas Gazzetta descartou a parceria ontem, quarta-feira (1). Ele considerou que o preço praticado estava além do esperado.
Também foi descartada, neste momento, a compra de testes rápidos para a Covid-19. “Não é algo totalmente confiável. Prefiro mobilizar os laboratórios da cidade para o exame”, finaliza o prefeito.
FOB/USP em habilitação
Também na luta contra o tempo para ajudar a cidade a testar pacientes suspeitos de Covid-19, a Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP) dá seus últimos passos para a habilitação de seu Laboratório de Farmacologia junto ao Instituto Adolfo Lutz.
Assim que passar a integrar a rede de testes com foco no coronavírus no Estado, a FOB e outros quatro laboratórios devem realizar, juntos, cerca de 165 mil exames diagnósticos de Covid-19 nos próximos quatro meses. JCNET
