
Os membros da comissão ouviram primeiro Fábio Freire Lara, que presidiu o Departamento de Água e Esgoto (DAE) entre dezembro de 2011 e janeiro de 2013. Em seu depoimento, o ex-presidente abordou que, em sua visão, não houve tempo hábil para avaliar a capacidade técnica da equipe.
“Fiquei só um ano no DAE. A rigor, o projeto executivo entregue recebeu orientação da equipe técnica do jurídico e da engenharia, A mim cabia a decisão de aceitar o projeto executivo para fazer o pagamento pelo serviço prestado”, disse.
Em seguida, a CEI ouviu Cláudio Aquino, engenheiro eletricista que foi diretor do DAE na área de planejamento na época do recebimento do projeto executivo da ETE. Aquino disse não se lembrar de ter dado o atestado de recebimento do projeto, mas foi informado pela comissão de inquérito.
Diante dessa informação, o depoente disse que recebeu o projeto juntamente com o aval da engenheira do DAE, Nucimar Paes, e que não se recorda de detalhes. Ele enfatizou que recebeu o projeto com engenheiro eletricista, sua área de formação.
Aquino abordou que as condições para realização do projeto executivo são ditadas pela lei de licitações, citando “o menor preço”. Esta informação, entretanto, foi corrigida pelo atual diretor de Produção e Reservação do DAE, Heber Soares Vieira, também ouvido na CEI. Heber apontou que a contratação do projeto executivo foi por técnica e preço, com peso maior para técnica na disputa.
Por fim, a Comissão ouviu o ex-presidente do DAE entre dezembro de 2010 e 2011, engenheiro André Luiz Andreoli. Especialista na área de energia e professor da Faculdade de Engenharia da Unesp Bauru nesta área, Andreoli mencionou que “para avaliar o projeto executivo daquele porte era preciso que os membros da comissão formada à época tivessem no mínimo tempo igual utilizado pela empresa para fazer o projeto”.
Sobre a capacidade técnica da autora do projeto, a então ETEP (adquirida pela empresa Arcadis Logos), Andreoli disse que a questão foi resolvida na exigência de capacidade técnica do edital.
Sobre o estágio atual da obra da ETE, o ex-presidente citou ainda que existem questões de automação e energia a serem dirimidos para a instalação. A CEI da ETE tem como presidente o vereador Manoel Losila (PDT), relator Edvaldo Minhano (Cidadania) e membros os vereadores Coronel Meira (PSB), Chiara Ranieri (DEM) e Yasmin Nascimento (PSC).
A CEI tem a terceira rodada de depoimentos agendada para a próxima quarta-feira (11), ás 09:30h, com convite a representantes da COM Engenharia (responsável pela obra) e da Arcadis Logos (projetista), entre outros. Assessoria de Imprensa da CMB
