Há dez dias, o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, fez o movimento inicial para a mais recente rodada de confronto entre o Palácio do Planalto e o Congresso.
Ao falar que o presidente Jair Bolsonaro não poderia ceder a chantagens de deputados e senadores e incentivá-lo a “convocar o povo às ruas”, numa frase que incluía um palavrão, o ministro do GSI deu nova roupagem aos atos de apoio ao governo mas, quase que simultaneamente, também abriu uma crise entre seus pares das Forças Armadas.
Integrantes do governo que acompanharam o mal-estar na caserna dizem que Heleno teria sido alertado de que sua função no GSI não está atrelada à articulação política e que ele deveria se ater ao papel institucional do cargo. A avaliação é que, ao incorporar o discurso de que o Congresso é um entrave ao avanço do governo, o ministro acaba expondo os militares e impondo às Forças um desgaste desnecessário. O Globo
