Às vésperas de completar seis anos de existência, a Lava-Jato vive um novo ritmo, resultado de mudanças na legislação, da troca de servidores que atuam nos casos nas diversas esferas do Judiciário, e de disputas internas e externas à operação que protagonizou o debate político no Brasil nos últimos anos.
Apesar de ter feito mais operações de rua do que em 2017 e 2018, a Lava-Jato em Curitiba fechou o ano passado com seu menor número de prisões desde seu início, em 2014.
Com atuação ramificada pelo país, a iniciativa anticorrupção também sente os reflexos da falta de sintonia entre alguns de seus principais protagonistas — a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) — que disputam o direito de fechar acordos com réus que desejam ser colaboradores.
Em 2019, a Justiça Federal em Curitiba determinou o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva ou temporária. Em 2018, foram 48. No ano anterior (2017), que até então tinha registrado o menor número, foram 26. O Globo
