O material coletado inicialmente pela operação ‘João de Barro’, do Caso Cohab, em Bauru, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, não estará mais sob sigilo de Justiça a partir de amanhã, quinta-feira (20), quando a decisão de quebra do segredo, do juiz Fábio Bonini, for publicada.
O vereador Coronel Meira, que acompanha de perto as investigações, como advogado, confirmou a informação ao JC. Meira denuncia problemas na Cohab desde o início de seu mandato.
Vale lembrar que o Gaeco apreendeu 1,6 milhão em notas de real, 30 mil em notas de dólar norte-americano e ainda valores menores em notas de euro e libras esterlinas na casa do ex-presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) Edison Bastos Gasparini Jr., no Condomínio Villaggio 3.
A operação ‘João de Barro’ foi deflagrada no dia 18 de dezembro passado, em cumprimento de mandados de busca e apreensão em 14 endereços, sendo dez em Bauru, um em Arealva, dois em Marília e um em Brasília, por conta de suspeitas de irregularidades nos contratos feitos pela companhia com empresas que acionaram a Cohab na Justiça. Não há ninguém preso, por enquanto.
Os promotores do Gaeco investigam os acordos feitos pela Cohab para pagar construtoras, sem a homologação da Justiça, e com valores ainda em fase de contestação. JCNET
