Um ano depois de entrar no governo de Jair Bolsonaro, o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Santana do Rêgo Barros, está cada vez mais silencioso. Gradativamente, ele assiste ao esvaziamento dos seus poderes como interlocutor do presidente no Palácio do Planalto.
A mudança na estratégia de comunicação de Bolsonaro, que passou a dar declarações diárias a jornalistas na porta do Palácio do Alvorada, ajudou a sepultar os briefings antes praticamente diários do porta-voz no Planalto.
Rêgo Barros está “na geladeira”, mas a saída dele da função neste momento está “descartada”, definiu ao GLOBO um dos ministros conselheiros de Bolsonaro. A portas fechadas, integrantes do governo já chegaram a conversar sobre uma possível extinção do cargo.
Mas, para evitar crises com a ala militar, o assunto foi deixado de lado. General da reserva, Rêgo Barros tem o respeito do presidente, apesar das inúmeras saias-justas que ele colocou Bolsonaro nos primeiros meses do governo. O Globo
