Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro classificaram hoje, quinta-feira (30) ao blog como um “desastre” o episódio envolvendo a demissão e posterior recontratação de Vicente Santini, ex-número 2 da Casa Civil. Para integrantes do Palácio do Planalto, o “timing” da recontratação prejudicou o assessor. Eles avaliam que “a pressão” para manter Santini foi feita “no calor dos acontecimentos”.
De acordo com esses auxiliares de Bolsonaro, as conversas pela manutenção de Santini deveriam ter ocorrido em outro momento, com a presença do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Afirmam que, dessa forma. quando o caso tivesse “esfriado”, Santini poderia ter sido mantido no governo, sem alardes públicos.
Sobre quem teria feito essa “pressão”, assessores do presidente concordam sobre Santini ser um nome da confiança de Onyx Lorenzoni, mas se dividem sobre o apoio: alguns afirmam que o deputado Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, queria manter o amigo no governo. O congressista nega ter feito esse movimento.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, também teria apoiado a permanência de Santini. O episódio desgasta o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que está de férias até dia 2 de fevereiro.
Ao anunciar nesta quinta nas redes sociais que a recontratação de Santini seria anulada, Bolsonaro também informou que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) sairá dos braços da Casa Civil e irá para o Ministério da Economia. O blog procurou o ministro Onyx Lorenzoni, que não respondeu até a última publicação desta reportagem.
Após voltar da Índia, na terça-feira (28), Bolsonaro disse a jornalistas que Santini seria demitido por ter voado em um avião da FAB de Davos, na Suíça, para Nova Délhi. Para o presidente, o ato foi “imoral”.
Um dia depois, nesta quarta-feira (29), Santini foi renomeado para assumir uma vaga de assessor especial. A pressão de apoiadores do presidente nas redes sociais fez o presidente rever o ato. Nesta quinta, Bolsonaro anunciou por meio das redes sociais que vai tornar sem efeito a nova nomeação.
No cargo de número 2 da Casa Civil, de natureza especial, Santini recebia um salário bruto de R$ 17.327,65 mensais. No novo cargo, de categoria DAS 102.6, a remuneração prevista seria de R$ 16.944,90 (R$ 382,75 a menos). BLOG DA ANDREIA SADI G1
