Um dos motivos para o afastamento de Vicente Santini da Secretaria Executiva da Casa Civil pelo presidente Jair Bolsonaro, o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por até três passageiros ocorreu em outras ocasiões no ano passado.
Há casos em que apenas o titular da pasta estava no voo. Levantamento do GLOBO, a partir de registros da FAB de 2019, identificou 72 voos nacionais e oito internacionais, feitos por 14 ministros e três autoridades das Forças Armadas, nos quais havia até três passageiros a bordo.
Bolsonaro criticou a atitude de Santini, que, como interino na Casa Civil durante as férias do titular, Onyx Lorenzoni, usou um jato da FAB para voar até a Índia com dois acompanhantes, onde o presidente tinha agenda oficial.
A aliados, o presidente reclamou do uso da aeronave para transportar apenas três passageiros e questionou se o secretário-executivo não poderia ter ido de voo comercial. Regulado por decreto, o deslocamento com aviões da FAB é permitido para ministros, vice-presidente da República, presidentes do Senado, Câmara e do Supremo Tribunal Federal (STF), e comandantes das Forças Armadas, sem restrições quanto ao número de passageiros. O Globo/G1
