Barranco deslizou por causa de chuva em Betim — Foto: Reprodução/TV Globo
A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou na manhã de hoje, domingo (26) 37 mortes pela chuva no estado desde a sexta-feira (24). Inicialmente o órgão havia divulgado 38 mortes, depois retirou um óbito em Carangola, na Zona da Mata.
De acordo como o órgão, 25 pessoas seguem desaparecidas. Doze pessoas ficaram feridas. Até a manhã deste domingo a Defesa Civil contabilizava 3.354 desabrigados e 13.687 desalojados.
A cidade com mais mortes confirmadas é Belo Horizonte: 8; Betim tem 6 e Ibirité, 5. Nesta manhã, o governador Romeu Zema (Novo) acompanhado de prefeitos e do ministro da Integração Regional Gustavo Canuto sobrevoou a capital mineira e cidades da Região Metropolitana atingidas pela chuva
Cinco corpos foram localizados neste domingo na Vila Bernadete, na Região do Barreiro em Belo Horizonte. Dois corpos foram localizados no sábado. Na região, sete pessoas morreram no total: uma mãe e três filhos; e um casal e um bebê. Bombeiros vão finalizar o resgate e entregar a área para a perícia da Polícia Civil.
A Prefeitura de BH afirmou que as buscas foram encerradas no Jardim Alvorada, Região da Pampulha. Cinco pessoas de uma mesma família morreram no local, os corpos foram resgatados. A administração municipal diz que a família havia sido retirada da área de risco pela Defesa Civil e levada para um abrigo. Depois, as vítimas voltaram para a casa e na noite de sexta ocorreu o desmoronamento que vitimou as 5 pessoas.
A prefeitura alerta. “Se vir alguma modificação, trinca, movimentação de terra, saia, mas principalmente se algum órgão solicitar a sua saída não retorne ao local até que receba a comunicação desses órgãos de que é seguro voltar”, alerta a Prefeitura de Belo Horizonte.
Betim
“A comunidade do Jardim Teresópolis, Beco Fagundes, foi essencial para meus parentes estarem vivos hoje porque foram os primeiros a chegar. Quero agradecer a bombeiro civil que chegou também…[…] O bombeiro [Corpo de Bombeiros] demorou demais.
Se a minha família dependesse dos bombeiros eles tinham morrido todos. Demorou demais. A gerência do Corpo de Bombeiros gente, vão pensar mais aí na periferia. O povo na Savassi [bairro na Região Centro-Sul de BH] não tá caindo casa não, mas nós na favela tá desmoronando.
O povo está morrendo, e a corporação não chega”, afirmou. O G1 entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.
Donativos
Defesa Civil, Servas e Cruz Vermelha fazem campanha para receber doações em Minas
A Defesa Civil, Servas e Cruz Vermelha fazem campanha para arrecadação de donativos para as mais de 2.500 pessoas desalojadas e 911 desabrigadas em todo o estado após as chuvas que já duram quatro dias consecutivos.
Os pedidos são para doações de materiais de limpeza e de higiene pessoal, colchoes, fraldas e alimentos não perecíveis.
As doações devem ser entregues nos seguintes locais:
– Ponto de apoio da Cruz Vermelha: Av Úrsula Paulino, 1555, Bairro Betânia
– Sede da Cruz Vermelha: Alameda Ezequiel Dias, 427, Centro
– Servas: Avenida Cristóvão Colombo, 683, Funcionários
O Inmet afirmou que Belo Horizonte teve o dia mais chuvoso da história da cidade, desde o início da medição climatológica há 110 anos. Em 24 horas, de quinta a sexta-feira (24), o acumulado de chuva chegou a 171,8 milímetros em Belo Horizonte.
