A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem, sexta-feira (17), oito casos de dengue em Bauru. São os primeiros deste ano, registrados até a segunda semana deste mês.
O número é 98% inferior ao registrado no mesmo período de 2019, quando a cidade registrava 618 casos confirmados da doença. A secretaria ainda informa que, além dos oito casos confirmados, há outros 43 suspeitos.
No ano passado, a doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, matou 39 pessoas em Bauru. Outras 26.241 foram infectadas. Para evitar que o número de casos volte a explodir na cidade, ações de controle e orientações educacionais têm sido desenvolvidas em várias regiões.
O trabalho tem sido mais intenso nas zonas norte, sul e noroeste de Bauru, além do Altos da Cidade, Vila Independência e Vila Industrial.
Em recente entrevista ao JC, o secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, analisou que a tendência é de que a epidemia de dengue registrada em 2019 não se repita neste ano. As ações para eliminar criadouros do Aedes aegypti estão sendo reforçadas.
As visitas domiciliares, que ocorrem o ano todo, já estão sendo realizadas pelos agentes de endemias, com prioridade para as regiões consideradas mais críticas.
Serão realizados, ainda, mutirões em pontos estratégicos, onde, normalmente, há grande acúmulo de criadouros, tais como depósitos de recicláveis, ferros-velhos, borracharias e cemitérios.
Também há expectativa de que as secretarias municipais trabalhem de forma mais integrada para otimizar as estratégias de combate à dengue, a partir da criação, em setembro do ano passado, do Programa Municipal de Enfrentamento à Dengue.
DESCASO
Mas em tempos de alerta geral contra o retorno da epidemia da dengue, o exemplo da Prefeitura Municipal não parece um dos melhores. Localizado no Jardim Bela Vista, o Centro Social Urbano (CSU) registra acúmulo de água suja na piscina e mato alto em quase todo seu entorno.
O espaço, que era do Estado, foi assumido definitivamente pelo município há 29 dias, mas tão esperada manutenção ainda não aconteceu.
A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) diz que o problema envolvendo a piscina está com os dias contados, porque o local será limpo na próxima semana e reativado.
Desde sua desativação, há aproximadamente 20 anos, a piscina do CSU gera dor de cabeça não só para quem administra o local, como para a vizinhança.
“Temo pelas crianças que frequentam projetos sociais ali e pela nossa vizinhança. Eu mesmo já tive dengue três vezes”, comenta um morador vizinho do local que pediu para não ser identificado.
Os principais imóveis do CSU são utilizados, atualmente, pela Fundação Toledo (Fundato) e pela Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes). Crianças e idosos frequentam o espaço diariamente.
A manutenção do entorno, contudo, depende do poder público, já que há um termo de cessão no qual a entidade se responsabiliza apenas pelo imóvel que usa e não por outras áreas.
A Fundato diz ter comunicado a prefeitura sobre os problemas no local no início da semana passada. Um trator foi enviado nesta quinta e sexta-feira para iniciar o corte do mato.
A piscina, no entanto, continua com água parada e enchendo a cada chuva. Isto porque o serviço dependeria de ajuda do DAE, que tem cedido uma bomba para ajudar na retirada da água. Ocorre que o maquinário da autarquia registrou problemas e a prefeitura não encontrou outras saídas.
Reativação
Titular da Semel, Alexandre Zwicker confirma a situação e promete que, a partir desta segunda (20), a piscina será limpa de uma vez por todas.
“O município sempre ajudou na limpeza, mas, agora com a transição, a responsabilidade é nossa de fato. E este problema irá acabar com a reativação”, cita Zwicker.
O espaço que já teve cogitado o aterramento da piscina deve ganhar vida ainda em 2020. A Semel pretende implantar aulas de hidroginástica para a terceira idade e natação gratuitas.
“Também queremos cobrir a quadra. E iremos atrás de recursos para isso”, acrescenta Zwicker. Em nota, a prefeitura alega que a transferência do CSU foi oficializada em dezembro de 2019, mas que o município só tomou posse das instalações neste mês de janeiro. JCNET
