Após um hiato de nove meses, o serviço de hemodinâmica foi, finalmente, retomado no Hospital de Base (HB) de Bauru. A confirmação do início do funcionamento do novo equipamento, que teve custo estimado de R$ 2,1 milhões, foi dada na noite de ontem, terça-feira (14) pela Secretaria de Estado da Saúde.
Conforme o JC vem noticiando, o HB está sem hemodinâmica desde abril de 2019, por quebra do aparelho. Em junho, a situação piorou, quando a máquina do Hospital Estadual (HE) também parou de funcionar. Com isso, a cidade deixou de oferecer o serviço pelo SUS, o que gerou grande preocupação.
Vale lembrar que a hemodinâmica, responsável por realizar importantes procedimentos como cateterismos e angioplastias, é essencial para o diagnóstico e tratamento de doenças obstrutivas nas artérias, como o infarto, AVC, aneurisma, isquemia e trombose.
Com os dois serviços interrompidos na rede pública de Bauru, a fila de espera cresceu significativamente, com impacto nos 68 municípios abrangidos pelo Departamento Regional de Saúde (DRS-6). Em sua maioria, os pacientes com demanda por cateterismos e angioplastias passaram a ser transferidos para Botucatu, gerando sobrecarga no atendimento realizado pelo Hospital das Clínicas da Unesp daquela cidade.
Em dezembro do ano passado, o JC divulgou o caso de uma paciente que só conseguiria fazer cateterismo um mês e meio depois de sofrer um infarto. No período, ela permaneceria internada, ocupando um leito do HE.
Para tentar minimizar os problemas causados pela ausência dos equipamentos, a Secretaria de Estado da Saúde lançou o “Corujão de Hemodinâmica”, com o objetivo de zerar a demanda reprimida por cateterismos e angioplastias na região. Em dezembro, a fila estimada era de mais de 600 pessoas.
‘CORUJÃO’
De acordo com a pasta, mesmo com a retomada do serviço no HB, o valor R$ 1,9 milhão continuará sendo investido para a realização do “corujão”, com contratação de serviços privados, filantrópicos e sem fins lucrativos para atender a demanda atual pacientes.
O atendimento ocorrerá em serviços habilitados em cardiologia, que receberão o valor de tabela do SUS e deverão seguir diretrizes como atendimento humanizado ao paciente e garantia de orientações a familiares quanto à assistência, condutas clínicas, procedimentos e estado de saúde.
Na ocasião do anúncio do investimento para a realização do mutirão, o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, destacou que agilidade no atendimento “contribui para o sucesso do tratamento”. O agendamento dos pacientes, com prioridade aos que já estão cadastrados na Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross), ocorrerá por contato telefônico.
Os procedimentos deverão ser realizados no período de um ano, a contar da data de formalização da parceria com os serviços privados por meio de termo de adesão, convênio ou contrato. JCNET
