Presidente Jair Bolsonaro Foto: POOL / REUTERS
O presidente Jair Bolsonaro sinalizou, na noite de ontem, quinta-feira (19), que sancionará o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões proposto no Orçamento de 2020, alegando que, caso contrário, ele poderia ser enquadrado em crime de responsabilidade e sofrer um processo de impeachment. Pela manhã, o presidente havia dito que a tendência era vetar o valor.
– O Congresso pode entender que eu, ao vetar (o fundo), atentei contra este dispositivo constitucional e instalar um processo de impeachment contra mim. E daí? – disse o presidente.
Bolsonaro disse que se trata de “assunto extremamente delicado” e relatou que vem sendo pressionado a vetar. O presidente reafirmou que pessoalmente é contra o valor e “que não tem que ter dinheiro do fundo eleitoral para ninguém”. Segundo ele, o recurso atrapalha “a renovação política. ” Apesar disso, disse que a tendência é sancionar:
– Eu estou aguardando um parecer jurídico final, mas o preliminar é que eu tenho que sancionar. Deu para entender? Vocês querem que eu corra o risco do impeachment, tudo bem. A gente corre o risco de impeachment e veta – disse.
Durante a live, Bolsonaro criticou o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que teria afirmado que o próprio presidente propôs os R$ 2 bilhões para o fundo eleitoral no Orçamento. Em outro ataque a uma parlamentar, presidente disse que foi criticado “por uma gordinha de São Paulo”, mas não citou nome.
– Sou escravo da lei. Maldosamente tem uma gordinha lá de São Paulo, que está me criticando, uma gordinha. E tem um deputado. Vou falar o nome dele porque não é gordinho. Samuel Moreira está me criticando porque eu é que propus 2 bilhões. Deixo bem claro a você: está na lei esse fundo especial de campanha. E está na lei também o seu valor. Não tem um valor fixo, mas diz que não pode ser o inferior de dois anos atrás – disse. O Globo/G1
