O governador João Doria (PSDB) disse hoje, segunda-feira (2) que lamenta as mortes dos 9 jovens e adolescentes em Paraisópolis após ação da Polícia Militar na comunidade, e que “a política de segurança pública do estado de São Paulo não vai mudar”.
“São Paulo tem o melhor sistema de segurança preventiva, isso não significa que não seja infalível. A política de segurança pública do estado de São Paulo não vai mudar”, afirmou Doria em entrevista coletiva.
“As ações nas comunidades de São Paulo vão continuar. A existência de um fato e circunstancialmente com as apurações que serão feitas, não inibirá as ações que serão feitas envolvendo Segurança Pública. Não inibe ação mas exige apuração”, disse Doria.
O governador reforçou a ordem de se fazer uma apuração rigorosa do ocorrido. O secretário de Segurança, João Camilo Pires de Campos, disse que vai investigar também quem são os organizadores dos bailes na Paraisópolis. Segundo a PM, no dia da operação que resultou na tragédia havia nove eventos diferentes na comunidade.
Apesar de o comando da PM dizer que a corregedoria vai apurar os excessos e que lamenta as mortes, a atuação contra os pancadões foi defendida.

Moradores relatam como foi feita a operação policial durante o baile em Paraisópolis
‘Policiais preservados’
Apesar de insistirem que todas as versões do episódio serão investigadas, o governador João Doria e o comandante-geral da PM Marcelo Vieira Salles relataram a sucessão de fatos que levaram às mortes em Paraisópolis a partir da versão oferecida pelos policiais.
“Os policiais não estão afastados. Nós temos que concluir o inquérito. Não haverá açodamento de condená-los anteriormente antes do devido processo legal. Eles estão preservados”, disse o comandante. “Continuarão nas unidades em serviços administrativos nos mesmos horários. Porque é uma área complexa de trabalhar e, havendo outro evento parecido, poderão ser prejudicados”, esclareceu.
Corregedoria assume
Segundo o porta-voz da PM, tenente-coronel Emerson Massera, a decisão de a Corregedoria assumir o caso partiu do comandante Marcelo Vieira Salles, comandante-geral da PM paulista. “O Coronel Salles determinou ontem [domingo] à noite que a Corregedoria avocasse o inquérito policial”, disse Massera em entrevista à GloboNews. A Ouvidoria das polícias também tinha sugerido que a Corregedoria assumisse o caso.
Além disso, o comando da PM decidiu que a investigação que vai apurar a conduta dos policiais na tragédia de Paraisópolis será investigada pelo subcomandante geral da PM do Estado, coronel Fernando Alencar Medeiros com o apoio da Corregedoria da corporação. G1
