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A movimentação política nos bastidores de Bauru vai se intensificando, com a realização de múltiplas reuniões com os chamados prefeitáveis buscando apoio de outros partidos e até ensaiando mudanças de legendas em busca de suporte material para suas pretensões.
Tempo de TV na mídia durante o horário eleitoral gratuito e o maior número de legendas coligadas. Nas próximas eleições não teremos coligações na eleição de vereador e cada partido terá que apresentar sua chapa, podendo realizar aliança para prefeito.
Ora, conforme o número de partidos que apoia o “prefeitável” maior é o número de candidatos à vereador pretensamente divulgando seu nome. Embora não dito publicamente, os candidatos a vereador se transformam em “cabos eleitorais” dos candidatos ao cargo de prefeito.
Já citamos por diversas vezes que a articulação para as próximas eleições, transforma-se em “culto a personalidades”, não se vendo discussão alguma sobre um plano de governo para Bauru voltar a ter o desenvolvimento que merece e também não se vê nenhuma discussão ideológica sobre a hoje inexistente plataforma de trabalho dos pretensos candidatos.
Segundo muitos dos analistas políticos da cidade, urge a necessidade do surgimento de uma terceira via e outro dia, neste mesmo espaço, sugeri a volta do professor Tuga Angerami e a proposta acabou gerando controvérsias. Muitos aplaudiram, alguns criticaram.
Entretanto, Tuga entrou em contato com a gente, descartando qualquer possibilidade de candidatura, alegando que entende que já contribuiu com a cidade em seus dois mandatos de prefeito e dois de deputado federal. Dentro de sua educação habitual, agradeceu a lembrança de seu nome e deixou claro que não está em seus planos, a volta a política. Uma pena.
Entretanto, a busca por um nome que consiga unificar os diversos segmentos de nossa comunidade continua e claro, muitos daqueles que teriam condições de contribuir para a melhoria de nossa Bauru, em nome de suas atividades particulares descartam a possibilidade.
Voltam a ser lembrados nos bastidores, os nomes de João Bidu, do professor Carlos d’ Incão, do empresário José Canella e nos últimos dias os nomes dos ex-vereadores Clemente Resende e Ricardo Carrijo tem sido lembrados.
Alguém tem que entrar na disputa de forma firme, com a diminuição de “conchavos” de bastidores e partindo de forma efetiva para se ouvir os reclamos e necessidades de nosso povo.Afinal, eleição não é concurso para gerente e sim, a escolha pela comunidade de um gestor público que tenha efetivo compromisso com a cidade e seu povo.
Antonio Pedroso Junior, o Chinelo.
