Advogado que quebrou placa em homenagem a Marielle Franco é o mais votado a deputado estadual Foto: Reprodução
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), de 37 anos, foi apresentado ao público no ano passado ao ser filmado quebrando uma placa em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL-RJ), ao lado do então candidato a governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel.
Com 31.789 votos, Silveira tornou-se inquilino da Câmara dos Deputados. De seus feitos legislativos, o mais recente foi a defesa de um ato lamentável: seu colega de bancada Coronel Tadeu (PSL-SP), policial militar como Silveira, rasgou uma charge de uma mostra na Câmara que expunha o cadáver de um jovem negro, algemado, diante de um policial que empunhava uma pistola com cano fumegante.
De autoria do cartunista Carlos Latuff, o trabalho foi feito especialmente para a celebração do Dia da Consciência Negra. “A charge me causou repulsa. Realmente, morrem muitos jovens em confronto com a polícia, mas você quer o quê? Entra para o tráfico antes dos 20 anos e acha que vai viver até os 90? Não vai”, argumentou Silveira.
“Existem mais negros morrendo porque há mais negros incorrendo em crimes. É um fato matemático”, disse, numa explicação simples — e errada — para uma realidade muito mais complexa. Silveira é um dos mais atuantes parlamentares da “bancada pit bull”, uma facção do bolsonarismo que se destaca pelo porte ameaçador de lutador e pelo gosto por embates — muitas vezes físicos. ÉPOCA/G1
