A Câmara validou hoje, quinta-feira (17), após a conferência de assinaturas, a lista de deputados que apoiam a manutenção de Delegado Waldir (PSL-GO) no posto de líder da bancada do partido. Com isso, sai derrotada a ala do partido que defendia que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, assumisse o comando da bancada na Câmara.
A disputa pela liderança é mais um capítulo da crise interna da sigla, que se acentuou na semana passada depois após Jair Bolsonaro deflagrar publicamente um conflito político com o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE).
Desde então, a ala do PSL que defende as posições de Bolsonaro tem protagonizado embates com o grupo aliado de Bivar, do qual Delegado Waldir faz parte. A definição sobre a liderança foi tomada após a área técnica da Câmara fazer a contagem das assinaturas das diferentes listas apresentadas na quarta-feira (16) pelo grupo do Bivar e pela ala bolsonarista.
Após intensas articulações durante o dia, os aliados de Bolsonaro anunciaram que tinham protocolado uma lista com 27 assinaturas, número suficiente para tornar líder da bancada o deputado Eduardo Bolsonaro.
Pelas regras da Câmara, as escolhas de líderes partidários são oficializadas por documento endereçado ao presidente Rodrigo Maia, assinado pela maioria absoluta dos integrantes da sigla. Hoje, a bancada PSL conta com 53 deputados. Neste caso, portanto, são necessárias 27 assinaturas para definir o líder.
Eduardo Bolsonaro chegou, inclusive, a se pronunciar no Salão Verde como novo líder, afirmando que ficaria no cargo até dezembro, quando nova eleição fosse feita. Mas não durou muito e o grupo de Bivar protocolou outra lista com 32 assinaturas. Como as assinaturas das duas listas somadas ultrapassavam o número de deputados da bancada, coube à área técnica da Câmara fazer a conferência.
Checagem
Segundo a Secretaria-Geral da Câmara, a primeira lista apresentada pelos bolsonaristas teve apenas 26 assinaturas validadas. A lista do grupo do deputado Delegado Waldir, apresentada em seguida, teve 29 das suas assinaturas consideradas válidas.
O grupo bolsonarista chegou a apresentar uma terceira lista, mas apenas 24 nomes bateram com o cartão de assinaturas. Em razão disso, a secretaria validou a lista apresentada pelos bivaristas.
