O acusado de matar a universitária Mariana Bazza em setembro, em Bariri (SP), foi até um posto de combustíveis para calibrar o pneu do carro da vítima após o crime. De acordo com o Ministério Público, que ofereceu denúncia contra Rodrigo Pereira Alves por estupro, latrocínio e ocultação de cadáver, o corpo de Mariana estava dentro do carro quando o suspeito foi até o posto de combustíveis.
O estabelecimento fica na mesma avenida da chácara onde o suspeito trabalhava com pintor. Segundo a denúncia do MP, Mariana foi morta ainda na chácara, após ter sido estuprada. A TV TEM e o G1 tiveram acesso, com exclusividade, ao documento com mais de 170 páginas que reúne laudos, boletins de ocorrência, depoimentos e vídeos de circuito de segurança. A denúncia foi aceita pela Justiça ontem, quinta-feira (10).
O vídeo anexado à denúncia mostra Rodrigo dirigindo até o posto de combustíveis. As imagens mostram que ele chega no posto às 9h20 do dia 24 de setembro. O acusado fica cerca de dois minutos no posto de combustíveis, antes de deixar o local.
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Polícia encontrou restos de mato dentro do carro da vítima que são os mesmos do local onde o corpo foi deixado — Foto: Reprodução
Segundo o laudo, Rodrigo atraiu a jovem para a chácara com a promessa de consertar o pneu do carro dela – que, segundo o Ministério Público, ele mesmo havia esvaziado. Após ameaçar a vítima com uma faca, ele usou pedaços da blusa dela para vendá-la e amordaçá-la. O laudo também diz que Mariana foi morta ainda na chácara, asfixiada com um pedaço da mesma blusa.
Ainda segundo a denúncia do MP, após o crime Rodrigo, roubou o carro, a carteira da vítima com documentos pessoais, R$ 110 em dinheiro, o celular dela e uma caixa de som. O corpo de Mariana foi encontrado na manhã do dia 25 de setembro em uma área de canavial na zona rural de Ibitinga.
Na denúncia, o MP afirma que há provas da materialidade do crime e de autoria que implicam Rodrigo. O MP ressalta, ainda, que o acusado é multirreincidente – ele já cumpriu pena de 16 anos por roubo, sequestro, extorsão e latrocínio tentado, e havia saído da cadeia cerca de 30 dias antes do crime. G1 Bauru e Marília
