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‘Ajuda psiquiátrica’

by nevadaduartina setembro 27, 2019 No Comments

O ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF )Gilmar Mendes divulgou uma nota hoje, sexta-feira (27), sobre a revelação feita pelo ex-procurador-geralRodrigo Janot de que um diaentrou na Corte armado com o objetivo de assassiná-lo .

Mendes recomendou que Janot “procure ajuda psiquiátrica” e afirmou que o ex-procurador-geral “certamente não tem medo de assassinar reputações”. Ele também chamou Janot de facínora , em uma entrevista coletiva após participar de um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministros do Supremo não eram. Afinal, certamente não tem medo de assassinar reputações quem confessa a intenção de assassinar um membro da Corte Constitucional do País. Recomendo que procure ajuda psiquiátrica”, diz trecho da nota divulgada por Mendes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em Sessão do STF sobre o vazamento da delação premiada da OAS Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo - 24/ 08/2016O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em Sessão do STF sobre o vazamento da delação premiada da OAS Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo – 24/ 08/2016

O ministro diz que lamenta “o fato de que, por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas”. Afirma que ao falar em se suicidar após o assassinato Janot visava se livrar da pena e que este ato “seria motivado por oportunismo e covardia”. Mendes, um crítico da atuação de Janot e de vários pontos da Operação Lava-Jato, afirmou que continuará a apontar desvios em investigações.

“O combate à corrupção no Brasil — justo, necessário e urgente — tornou-se refém de fanáticos que nunca esconderam que também tinham um projeto de poder. Dentro do que é cabível a um ministro do STF, procurei evidenciar tais desvios. E continuarei a fazê-lo em defesa da Constituição e do devido processo legal”, afirma.

O ministro se disse ainda surpreso com a revelação e alfinetou novamente Janot: “Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. Agora ele revela que eu corria também risco de morrer”.

A revelação de que planejou assassinar Mendes foi feita por Janot em entrevistas publicadas nesta quinta-feira pelos jornais “O Estado de S. Paulo”, “Folha de S.Paulo” e pela revista “Veja”. Sem citar o nome do ministro, a cena também é relatada no livro “Nada menos que tudo”, escrito com os jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin.

A obra será lançada pela Editora Planeta. “Tirei a minha pistola da cintura, engatilhei, mantive-a encostada à perna e fui para cima dele. Mas algo estranho aconteceu”, relata o ex-procurador-geral. O Globo/G1

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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