Flávio Bolsonaro: ele não vai mais desfiliar quem ficar no governo Foto: Daniel Marenco / Agência O GLOBO
Presidente do PSL-RJ, o senador Flávio Bolsonaro determinou há dez dias, quando estava em viagem à China, o rompimento do partido com o governador Wilson Witzel.
Do exterior, divulgou nota informando que políticos da legenda com cargos na gestão estadual deveriam abandonar o governo ou se desfiliar .
De volta ao Brasil, o filho de Jair Bolsonaro disse em entrevista ao GLOBO que, após refletir, decidiu rever sua ordem. Segundo ele, “quem quiser permanecer vai arcar com o bônus e o ônus de ajudar um governo que será concorrente com o do Bolsonaro em 2022”.
Flávio chamou Witzel de “ingrato” pelas recorrentes críticas à gestão federal e por se colocar como candidato à Presidência da República. Um comportamento que, segundo o senador, “beira a traição”.
Mesmo após Flávio determinar a ruptura, nenhum dos dois políticos do PSL que ocupam secretarias no governo Witzel entregou o cargo: a deputada federal licenciada Major Fabiana está à frente da pasta de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência; já Leonardo Rodrigues, suplente de Flávio no Senado, comanda a Ciência e Tecnologia.
Ambos pretendem continuar no Executivo, mas afirmam que só tomarão a decisão final após conversar com Flávio. O senador convocará uma reunião com políticos do PSL fluminense para amanhã na Barra da Tijuca.
Indagado se a briga de Witzel com o PSL pode prejudicar o estado no Regime de Recuperação Fiscal e na captação de investimentos federais, Flávio respondeu que a União “não punirá o Rio”. O Globo/G1
