O PSB finaliza hoje, sábado (31) a votação sobre a punição aos dez deputados federais que votaram a favor da reforma da Previdência, no mês passado, contrariando a orientação partidária que fechou questão contra a reforma.
No relatório da Comissão de Ética, foi indicada a expulsão do deputado federal Átila Lira, do Piauí, uma vez que ele já havia sido suspenso no mandato passado. Aos outros nove deputados, o relatório orienta a suspensão por seis meses, prorrogável por igual período.
O deputado federal Rodrigo Agostinho, de Bauru, está na relação, pois votou a favor da reforma. O Diretório Nacional já acatou a decisão de expulsão de Átila Lira e até este sábado pretende concluir o julgamento dos demais parlamentares, incluindo Rodrigo.
No caso de suspensão, o deputado continua no cargo, podendo votar nas sessões, mas fica impedido de assumir funções na Câmara dos Deputados que dependam de indicação partidária. No momento, Rodrigo é presidente da Comissão de Meio Ambiente.
“Possivelmente eu não perca o cargo de presidente uma vez que fui eleito por deputados de outros partidos, mas ficaria sem possibilidade de assumir outras atividades na Câmara dos Deputados”, afirmou ao JC. A permanência dele como presidente da Comissão de Meio Ambiente e como membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, bem como em outros grupos de trabalho, ainda é incerta e só deve ser definida na semana que vem.
Os deputados que votaram pela reforma e foram punidos pretendem entrar na Justiça para evitar a suspensão. Luiz Flávio Gomes, que votou a favor da reforma no primeiro turno e mudou no segundo turno, foi retirado da relação de punidos.
A suspensão atinge os deputados Emidinho Madeira (MG), Felipe Carreras (PE), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS), Rodrigo Agostinho (SP), Rodrigo Coelho (SC), Rosana Valle (SP) e Ted Conti (ES). JCNET

