O presidente Jair Bolsonaro afastou do cargo o diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Christian de Castro Oliveira. A justificativa para a decisão é o cumprimento de ordem judicial da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A ação investiga Christian por ter acessado o sistema da Ancine, em 2007, e repassado informações sigilosas para um sócio dele. Os investogados também são acusados de calúnia por terem repassado informações falsas sobre diretores.
Para o posto foi nomeado Alex Braga Muniz. Servidor da Ancine desde 2003, Alex é formado em direito. Em 2009, foi nomeado para o cargo de procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à Ancine e já exercia o cargo de diretor substituto. O mandato de Christian chegaria ao fim em 2021. Ele é fundador com o seu irmão, o roteirista e diretor Erik de Castro, da BSB Cinema Produções. Na empresa, produziu como Senta a Pua!, A Cobra Fumou e Federal.
Pelo mesmo motivo foram afastados do cargo mais quatro servidores, Magno de Aguiar Maranhão Junior, Juliano Cesar Alves Vianna, Marcos Tavolari e Ricardo César Pecorari. A portaria foi assinada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. O decreto e portaria foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União (DOU)desta sexta-feira (30/8).
Polêmicas na Ancine
A decisão foi tomada depois da suspensão de um edital da Ancine que destinaria R$ 70 milhões para produções audiovisuais a serem veiculadas pelas tevês públicas. Entre as diversas produções que seriam feitas estava a de temas LGBT. Correio Braziliense
