A Polícia Civil de São Paulo prendeu ontem, sexta-feira (2) em Praia Grande, no Litoral de São Paulo, o quarto homem suspeito de participar do roubo milionário de quase 720 quilos de ouro do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no fim do mês passado.
O nome do quarto suspeito não foi divulgado, mas seu apelido é “Capim”. Ele é suspeito de participar diretamente do assalto e tem antecedentes criminais por roubo a banco e tráfico.
A polícia chegou até ele cruzando informações das quadrilhas de roubo a banco e caixa eletrônico com este perfil de ação que ocorreu em Cumbica. Quando policiais levantaram a identidade dele, confirmaram então com testemunhas do assalto ao aeroporto. A Justiça de Guarulhos já decretou sua prisão temporária.
O crime ocorreu no último dia 25 de julho. Cerca de dez criminosos armados roubaram 718,9 kg de ouro avaliados em US$ 29,2 milhões, algo equivalente a mais de R$ 110 milhões.
Os três homens detidos que foram identificados são:
- Célio Dias – trabalhava no estacionamento onde a quadrilha abandonou as duas caminhonetes usadas no roubo. Segundo a polícia, ele ajudou os assaltantes a trocar a carga de veículo.
- Peterson Brasil – segundo as investigações, ele tem ligação com os assaltantes e convenceu o amigo Peterson Patrício a participar do roubo.
- Peterson Patrício – supervisor de segurança da concessionária que administra o aeroporto em Guarulhos. Ele está nas imagens do assalto que foram gravadas por câmeras de segurança. Aparece descendo do carro dos bandidos e chega a colocar pacotes de ouro dentro da picape.
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Grupo fortemente armado invade terminal de cargas de Cumbica, faz reféns e rouba ouro — Foto: Arte/G1
Em seu primeiro depoimento, Peterson Patrício disse que “que foi rendido junto com sua esposa na véspera do assalto e que os ladrões exigiram que ele colaborasse no roubo”. ”que os bandidos ficaram com sua esposa e outros dois foram até a casa dele, subjugando os demais integrantes da família.”
A mulher dele confirmou a versão, dizendo “que foi colocada em uma ambulância e levada para um local distante e que somente foi liberada depois de 30 horas, próximo a um shopping na Grande São Paulo.”Mas no segundo depoimento, segundo a polícia, Peterson Patrício caiu em contradição e confessou a participação no assalto depois que os policiais mostraram uma prova recolhida na casa dele. G1
