O presidente e a primeira-dama, em igreja à qual foram neste domingo(foto: Isac Nóbrega/PR)
O presidente Jair Bolsonaro admitiu hoje, domingo (21/7), que o governo pode reduzir a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a que os trabalhadores têm direito em casos de demissão sem justa causa. Ele, no entanto, ressaltou que essa não seria uma decisão imediata, mas no futuro. A declaração foi dada a jornalistas em um restaurante de Brasília, onde o presidente foi almoçar com a primeira-dama, Michelle.
“O valor não está na Constituição, mas o FGTS está no artigo 7º. Acho que o valor é uma lei. Vamos pensar lá na frente”, disse. Depois, acrescentou: “Mas, antes, precisamos ganhar a guerra da informação. Eu não quero manchete amanhã dizendo: ‘O presidente está estudando reduzir o valor da multa’. O que eu estou tentando levar para o trabalhador é (que há duas opções): menos direitos e emprego, ou todos os direitos e desemprego”.
Saque adiado
Ainda na semana passada, Bolsonaro e outros membros da equipe econômica chegaram a anunciar que seria liberado o saque de parte das contas do FGTS pelos trabalhadores, como uma forma de impulsionar a economia. A medida poderia até mesmo incluir as contas ativas (referentes aos contratos de trabalho ainda vigentes).
