General Luiz Eduardo Ramos Baptista Oliveira assume a articulação política do governo com o Congresso Nacional(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil )O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, tomou posse já assumindo a articulação política que dele se espera. Com gestos simples, mas importantes, fez afagos aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e à bancada evangélica.
Sinalizações que se somam às interlocuções feitas pelo presidente Jair Bolsonaro hoje, quinta-feira (4/7), para incluir regras de aposentadoria especiais para policiais. Ao agradecer o convite para o posto, Ramos declarou que não vê a missão como difícil ou espinhosa, como disseram a ele pessoas próximas, mas, sim, como um presente. “Um privilégio”, declarou em pronunciamento.
Ao longo do discurso, celebrou a oportunidade de voltar a dialogar com o Congresso, função que exerceu enquanto assessor parlamentar do gabinete do Comando do Exército. “Obrigado por ter me dado um presente de trabalhar com o Congresso na pessoa do senhor presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do presidente do Senado, nosso senador Davi Alcolumbre”, destacou.
O articulador do governo ampliou os acenos aos demais congressistas. “Vejo aqui vários parlamentares e tenho a certeza que grande parte também da bancada evangélica. E aproveito para agradecer seu líder, deputado Silas Câmara (PRB-AM), e seu vice, deputado pastor Marco Feliciano (Podemos-SP)”, ressaltou. Ao fim do discurso, recitou o Salmo 37:5. “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele e tudo mais ele fará”, disse Ramos.
“Eu confio meu caminho a Deus. Muito obrigado, presidente”, declarou. As sinalizações foram bem recebidas por parlamentares. Sobretudo por serem complementares à articulação feita por Bolsonaro para incluir regras de aposentadorias diferentes para policiais na reforma da Previdência.
Na manhã desta quinta, o presidente se reuniu com parlamentares da bancada ruralista para pedir apoio no assunto. Com os afagos feitos a Maia, Alcolumbre e à bancada evangélica, o chefe da Secretaria de Governo soma esforços ao governo. Correio Braziliense
