Líderes do G20 posam para foto tradicional em Osaka, no Japão — Foto: Ludovic Marin / AFP Photo
Os países do G20 concluíram hoje, sábado (29) sua cúpula com um pronunciamento “em favor dos fundamentos do livre-comércio” e do “crescimento econômico” em meio às tensões globais, de acordo com o Japão, o país anfitrião da reunião.
“Nós, os líderes do G20, nos reunimos em Osaka, no Japão, em 28 e 29 de junho de 2019, para fazer esforços conjuntos para enfrentar os principais desafios econômicos globais. Trabalharemos juntos para promover o crescimento econômico global, ao mesmo tempo em que aproveitaremos o poder da inovação tecnológica, em particular a digitalização, e sua aplicação para o benefício de todos”, diz o texto divulgado ao final do evento.
Os líderes do G20 “estiveram de acordo na sua determinação em favorecer o crescimento econômico” e mostraram sua “ansiedade e descontentamento no contexto da globalização” e pelo “sistema comercial global”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao final da cúpula que durou dois dias na cidade de Osaka.
O Grupo dos Vinte “foi capaz de reafirmar os fundamentos do livre-comércio”, segundo Abe, que destacou, em particular, o apoio do G20 para “conseguir mercados abertos, livres e não discriminatórios” e “um campo justo”.
“É difícil encontrar uma solução para tantos desafios globais de uma só vez, mas conseguimos mostrar uma vontade comum em muitas áreas”, afirmou o premier japonês. Os líderes também reconheceram os “claros riscos negativos na economia global”, segundo Abe, acrescentando que os países do G20 “concordaram em sua determinação em favorecer o crescimento econômico” e de “reformar a Organização Mundial do Comércio”.
A declaração final acordada pelos líderes aponta “a intensificação das tensões geopolíticas e comerciais”, mas o texto não inclui qualquer menção ao aumento do protecionismo, no atual contexto de conflitos comerciais entre os Estados Unidos e China e outros países.
“O crescimento global parece estar se estabilizando e, em geral, espera-se uma recuperação moderada ainda este ano e em 2020”, afirma a declaração conjunta do G20, que também se compromete a “enfrentar os riscos” decorrentes das tensões mencionadas acima e “empreender mais ações” se necessário. G1
