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Concessões aos políticos na reforma

by nevadaduartina junho 20, 2019 No Comments
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x81237090_Deputado-Federal-Elmar-Nascimento.-Foto-Alex-Ferreiradivulgacao.jpg.pagespeed.ic.fAgozAODl5 O líder do DEM, deputado Elmar Nascimento (BA) disse que uma  eventual flexibilidade na regra de transição dos políticos não compensaria o desgaste político Foto: Alex Ferreira/Divulgação

Depois de criar uma nova regra de transição para beneficiar servidores públicos e trabalhadores do INSS, o relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), estuda dar um alívio para deputados e senadores na proposta que tramita no Congresso.

Uma das possibilidades é acabar com o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), inclusive para os parlamentares que já contribuem para o regime especial. Neste caso, os parlamentares passariam para o regime geral e receberiam de volta os valores de contribuição que foram pagos acima do teto do INSS (R$ 5.839).

Outra ideia é tornar a adesão ao PSSC opcional, autorizando a permanência de quem quiser. No entanto, seria preciso cumprir regras de transição semelhantes às dos servidores públicos. A reforma prevê que, para acessar o benefício, eles teriam que cumprir a  idade mínima de 65 anos (homem) e 62 anos (mulher), com pedágio de 30% sobre o tempo de contribuição que falta para aposentadoria.

Considerando as regra atuais do PSSC, deputados federais e senadores podem chegar a receber aposentadorias acima de R$ 33 mil, quase seis vezes o rendimento máximo do INSS, se ficarem 35 anos no cargo ou alcançarem os 60 anos de idade (independentemente de gênero).

A avaliação é que a norma de aposentadoria dos congressistas prevista na reforma acabou ficando mais dura do que a dos demais trabalhadores e servidores, que ganharam uma regra de transição mais suave: idade mínima de aposentadoria de 57 anos (mulher) e 60 anos (homem), com pedágio de 100% sobre o tempo que falta para a aposentadoria.

 

Para os políticos, no entanto, a idade subiria de uma vez, assim que a proposta fosse aprovada. O texto original prevê ainda que os  novos eleitos estão automaticamente enquadrados no INSS.

Em 2018, o rombo da Previdência (INSS) foi de R$ 194 bilhões. O país está envelhecendo rapidamente e é um dos poucos do mundo a não exigir idade mínima. Conheça as mudanças previstas na reforma da Previdência do presidente Bolsonaro e mantidas pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP). Calcule aqui quanto tempo falta para se aposentar pela proposta.

A proposta do governo previa retirar da Constituição algumas regras previdenciárias, facilitando mudanças no futuro. Líderes partidários pressionaram para manter todas as regras na Constituição, e o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) alterou o projeto do governo para evitar a “desconstitucionalização” da Previdência.

O relator retirou os estados e municípios da reforma. Mas a inclusão dos governos regionais pode ser feita por emenda, durante a votação da reforma no plenário da Casa. Além disso, governadores poderão apresentar nas suas próprias assembleias propostas para alterar os regimes previdenciários locais.

Na América Latina, somente o Brasil e o Equador não exigem idade mínima para a aposentadoria. Na Europa, só a Hungria. A maioria dos países adotou pisos de 60 anos para cima. Na União Europeia, até o ano que vem, apenas sete países terão idade mínima inferior a 65 anos.

O texto original prevê ainda que os  novos eleitos estão automaticamente enquadrados no INSS. Porém para quem já é parlamentar o plano continuaria válido. A proposta de extinção do PSSC para os parlamentares já contribuintes é a que tem maior apoio do governo.

Segundo técnicos que acompanham as negociações, o impacto da medida para parlamentares na economia projetada com a reforma é residual.  O relatório de Moreira, que está em discussão na comissão especial que analisa o tema, prevê um ganho fiscal total de R$ 913,4 bilhões em 10 anos com a reforma da Previdência.

O relator deverá incorporar a modificação no seu parecer junto a outros ajustes na próxima semana, quando é aguardado início da votação da matéria pelo colegiado.

O líder do DEM , deputado Elmar Nascimento (BA) disse que uma  eventual flexibilidade na regra de transição dos políticos não compensaria o desgaste político. Segundo ele, a  melhor solução seria extinguir o regime atual ou torná-lo opcional. Quem já está aposentado não seria afetado.

— O desgaste não compensa —  disse Nascimento, ao se referir às críticas que os parlamentares já vêm recebendo nas discussões sobre a reforma de que eles têm condições privilegiadas.   O assunto foi discutido na sexta-feira numa reunião entre o presidente da Câmara dos Deputados, o relator e líderes dos partidos do centrão. O Globo/G1

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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