(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer hoje, sexta-feira (14/6), em café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, que planeja indicar um ministro evangélico para o Supremo Tribunal Federal (STF). O chefe do Executivo federal citou a decisão da Corte tomada na quinta (13/6), de criminalizar a homofobia, enquadrando o crime como racismo por analogia, para justificar sua decisão que, para ele, prejudica os próprios homossexuais.
A análise de Bolsonaro é que, com a criminalização da homofobia, homossexuais podem ter mais dificuldade em arranjar emprego. No entendimento do presidente, os patrões poderão ficar receosos e ser taxados equivocadamente de racistas ou homofóbicos se, eventualmente, demitirem um funcionário homossexual. Dessa forma, restringiria o acesso de profissionais LGBT no mercado de trabalho.
A possível insegurança, na visão de Bolsonaro, o leva a pensar a indicar um ministro evangélico ao STF, decisão que, admite, foi reforçada com a decisão da Suprema Corte. Para ele, seria alguém que poderia “sentar em cima” do processo, pedindo vista e trancando a pauta na Corte.
“Com todo o respeito, mas (criminalizar homofobia) é uma decisão completamente equivocada. Além de (o STF) legislar, está aprofundando a luta de classes. Se tem um evangélico lá, pedia vista em cima desse processo e ‘senta lá em cima’ por anos”, sustentou.
Para Bolsonaro, é possível que a própria sociedade “regule” o combate à homofobia. No entendimento dele, a pessoa que discriminar a outra “por si só” será deixada de lado pelas outras. No entendimento dele, “quanto mais leis”, mais espaço para ações discriminatórias existem. “Não custa nada ter alguém (evangélico) lá (no STF)”, destacou. Correio Braziliense
