Inicialmente concentrados em frente à Câmara Municipal de Bauru, manifestantes fizeram ato contra a Reforma da Previdência hoje, sexta-feira (14), quando as centrais sindicais agendaram uma greve geral, em todo o País. Os participantes do protesto já se dispersaram. Antes, porém, fizeram uma caminhada pelas ruas centrais da cidade.
A manifestação teve início no município às 4h, quando houve o atraso na saída dos circulares das garagens. Normalmente, começam a transitar a partir das 5h, mas tomaram as ruas mais tarde: depois das 6h15.
Os motoristas não aderiram à greve geral, segundo informações junto à Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb). No entanto, por conta do piquete organizado por centrais sindicais, demoraram para dar início ao trabalho. O serviço está normalizado, assim como o atendimento bancário.
Mas pelo menos quatro agências de bancos privados da região central de Bauru permaneceram fechadas até 12h, conforme o JC apurou no local e também foi reiterado por Paulo Tonon, do Sindicato dos Bancários. Segundo Edson Dias Bicalho, presidente dos Sindicatos dos Químicos e da direção nacional da Força Sindical, às 7h começou a concentração em frente à Câmara, onde várias categorias se reuniram, como é o caso também dos professores.
A previsão era reunir pelo menos 45 entidades trabalhistas. O protesto foi contra a reforma da Previdência apresentada pelo governo federal. Quem dependia do transporte público, antes das 7h, teve a rotina impactada. A estudante Letícia Fernanda Cruz, de 16 anos, por exemplo, teve dificuldade e chegou atrasada na Escola Estadual Francisco Alves Brisolla, no Geisel.
“Não teve ônibus onde eu moro, no Gasparini, onde embarco 6h10, e precisei vim de carona até o Centro, onde pego outro para ir à escola. Vou chegar um pouco atrasada, mas minha mãe ligou lá para avisar”, disse a jovem, quando aguardava circular na avenida Rodrigues Alves. JCNET
