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‘Excesso de conflitos’

by nevadaduartina junho 1, 2019 No Comments

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou em entrevista ao blog que, na avaliação dele, o momento difícil que o país enfrenta na economia é provocado por “excesso de conflitos” e de “colocações mal feitas”. Doria esteve em Brasília ontem, sexta (31) para acompanhar a convenção nacional do PSDB que elegeu o ex-ministro e ex-deputado Bruno Araújo(PE) novo presidente do partido.

Ao comentar a reforma da Previdência Social, em discussão no Congresso Nacional, Doria afirmou que os governadores não aceitam a proposta de deputados de separar servidores federais e estaduais. Ou seja, defendem que a reforma também valha para os estados.

Íntegra

Leia a íntegra da entrevista do governador ao blog:

Blog: Governador, o PSDB mudou o comando do partido com o discurso de renovação. Renovação de quê?

João Doria: Renovação de posições, renovações de objetivos, metas e comportamento também. O PSDB não vai ser mais o partido do muro, o partido que não toma decisões. Será a partir de agora um partido que tem posições e que defende essas posições com clareza.

Nós não vamos condenar o passado do PSDB, valorizar aquilo que foi feito nesses 30 anos, mas com Bruno Araújo à frente do PSDB, será um partido que vai tomar decisões. Aliás, na semana que vem, já vai discutir uma questão importante, que é fechar questão na aprovação da Previdência na Câmara e no Senado.

 Blog: Por que essa decisão de fechar questão da reforma da Previdência em um momento que a gente tem partidos com resistência a pontos da reforma, inclusive pontos importantes como aposentadoria rural, aposentadoria especial do professor e BPC? Como o senhor avalia isso?

João Doria: Não. O BPC e a aposentadoria rural, provavelmente, não farão parte desse pacote da Previdência. Há um certo consenso de que eles prejudicam a deliberação e a colocação em votação da Previdência. Então, estamos considerando que essa parte vai estar fora da reforma da Previdência.

Aquela meta originalmente ideal, Camarotti, de R$ 1,1 trilhão, R$ 1,2 trilhão de economia, provavelmente vai estar reposicionada para em torno de R$ 800 bilhões de economia fiscal. O que já será um fato extraordinário, bom para o Brasil, bom para os estados, bom para a economia brasileira e bom, principalmente, para os cidadãos, sobretudo os mais pobres e mais humildes.

Portanto, o PSDB, essa é uma decisão do partido. Eu aqui falo como governador de São Paulo. Caberá ao Bruno Araújo conduzir esse processo como novo presidente do PSDB, mas já dá o tom dessa nova etapa do PSDB, do novo PSDB. É um partido que toma posições, que discute, que dialoga, que não faz isso monocraticamente, mas não vai ser um partido que vai se reunir para discutir e não decidir.

Blog: Agora, tem uma questão sendo colocada pelos deputados, separar a Previdência dos servidores públicos federais dos servidores públicos estaduais. Como o senhor está vendo?

João Doria: Contrário. Ruim. Muito ruim, aliás. Isso une 27 governadores de estado. Todos contra essa medida. Não faz o menor sentido separar o processo da Previdência federal dos estaduais. Os governos estaduais não têm condição, nesse momento, de entrar no embate com as assembleias legislativas por uma longa, penosa, difícil e desgastante discussão de reforma tributária estadual.

Lembrando que tem nisto ativismo, grupos, protestos, vários vetores que provocariam um distúrbio generalizado na vida dos estados, sobretudo na relação entre o Executivo e o Legislativo. Não há nenhum ganho concreto ao separar a Previdência federal da estadual e a contrariedade, os problemas que isso gerariam para o Brasil são tão grandes que, volto a repetir, conseguiu unir 27 governadores contra essa proposta. Ela não é boa.

 Blog: Dificuldade de articulação sobre a Previdência. Como resolver isso?

João Doria: Da área economia, não vejo essa dificuldade. Vejo o ex-deputado Rogério Marinho muito aberto, muito franco na relação com os deputados, com os senadores, com os líderes dos partidos, muito disponível para isso. Vejo também o ministro Paulo Guedes com a mesma disposição, tempo, dedicação, a paciência de ouvir e atender aos clamos e aos reclamos.

Eu separaria, vamos dizer, aquilo que a área econômica vem produzindo sob a liderança do ministro Paulo Guedes com essa boa relatoria do ex-deputado Rogério Marinho de uma maneira positiva e evoluindo bem e outro aspecto que vale mencionar também. Duas lideranças que têm sido protagonistas no Congresso Nacional. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

O presidente da Câmara e o presidente do Senado têm sido baluartes, ao meu ver, na defesa da reforma da Previdência e no bom entendimento com a casa legislativa, ou seja, eles defendem a casa legislativa, defendem o contraditório, é justo, natural e democrático que os partidos de oposição ou mesmo pessoas dentro dos partidos que não sejam de oposição possam ter dúvidas. Eles têm conduzido isso muito bem.

E percebo no Executivo e na área econômica uma boa conduta. É preciso separar aí certas manifestações palacianas, ou extra palacianas, daquelas que são efetivas no Executivo que neste caso competem ao Ministério da Economia e a relação com os líderes do Congresso Nacional.

Blog: Em relação à ‘velha política’, ‘toma lá, dá cá’?

João Doria: Talvez seja o momento de aumentar um pouco mais a dose de tolerância, nós precisamos de mais compreensão, paz, entendimento e diálogo. Talvez aumentar essa dosagem, reduzir a dosagem do conflito, das manifestações, das propostas de confronto, de colocações inadequadas nas redes sociais para a convergência de entendimento.

Entendimento com diálogo. Diálogo, diálogo. Entendimento, entendimento. Saber perdoar, saber compreender, compreender inclusive o contraditório, mas apostar na boa liderança dos dois líderes no Congresso Nacional, deputado Rodrigo Maia e senador Davi Alcolumbre. Ambos estão fazendo um trabalho histórico na defesa do Legislativo, mas na defesa de algo que é fundamental para o país que é a aprovação da reforma da Previdência.

Blog: Início das tratativas do pacto republicano. Como o senhor vê isso?

João Doria: Olha, eu tenho uma opinião positiva em relação a essa iniciativa do presidente Bolsonaro. Acredito até que temos que investir mais nisso, no entendimento, no diálogo entre os poderes, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Vi com bons olhos a iniciativa do presidente Bolsonaro de convidar o presidente Dias Toffoli, que aliás tem dado exemplos de patriotismo e grandiosidade no tratamento de temas de interesse do país e não uma visão setorizada ou apenas do Judiciário. Tem sido patriota nas colocações que tem feito. Agora mesmo nos Estados Unidos, há três semanas, a GloboNews cobriu a semana brasileira, a Brazilian Week.

O ministro Dias Toffoli foi muito bem em todas as exposições feitas ali nos bancos, nos fundos de investimentos, nos encontros, eu participei de vários, ao lado do senador Alcolumbre e ao lado também do deputado Maia. Houve uma convergência e até serviu para serenar um pouco os mercados investidores internacionais esse bom entendimento. E o que o presidente Bolsonaro fez, repito, acertadamente, foi cristalizar isso em um encontro. Espero que se repita.

Blog: Momento difícil da economia brasileira. A quê o senhor atribui isso?

João Doria: Excesso de ruídos, informações negativas e confrontos desnecessários. Não tivesse havido esse conjunto de fatores, eu diria até ‘extrapolíticos’, muito nas redes sociais, influências de figuras externas com pensamentos, motivações, textos, ofensas, tudo isso não contribui para um clima de harmonia e uma boa interpretação de mercado, seja o mercado brasileiro seja o mercado internacional.

Excesso de conflitos sempre provoca uma retração no mercado. E provocou. De fato houve. Você vê que começamos bem. Os dois primeiros meses do ano foram bons. A economia avançou nos dois primeiros meses do ano. A arrecadação nos estados, inclusive São Paulo, cresceu. A partir de abril houve um recuo. Recuo se deu na mesma intensidade de conflitos, de colocações mal feitas, de idas e vindas, por isso que eu aposto no entendimento. Por Gerson Camarotti/G1

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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