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Quando nos aproximamos de mais uma eleição municipal, onde novamente os titulares demonstram interesse visível em se poupar, deixando os cascudos entrarem em campo, torna-se inevitável a saudade por pessoas que faziam a diferença nos bastidores, trabalhando como leões indomáveis para aqueles que julgavam ser os melhores para administrar nossa cidade.
Difícil não recordar de Moussa Tobias, candidato derrotado a vice prefeito em 1976, quando fez dobradinha com o então vereador Roberto Purini. Tendo seu nome lembrado para disputar a Prefeitura em 1982, declinou do convite e o mesmo grupo que o queria, acabou marchando junto com o saudoso Edison Bastos Gasparini e o levou a vitória.
Moussa sempre esteve presente nos bastidores da política, articulando, conseguindo apoios para as candidaturas que entendia serem merecedoras.
A habilidade política de Moussa era reconhecida, inclusive por seus adversários e em campanhas eleitorais todos os envolvidos na contenda queriam saber o que as pesquisas particulares dele estavam apontando, e tanto ele como o professor Duda Trevizani tinham o habito de realizarem suas próprias pesquisas, até para saberem os rumos a serem seguidos pelas campanhas onde estavam envolvidos.
Moussa foi vice-prefeito de Bauru na administração 93/97, como companheiro de chapa e de administração de Tidei de Lima e sempre manteve a discrição no seu cargo, dedicando-se sempre a articulação política.
Nas eleições de 1992, enquanto era candidato pelo PMDB, seu irmão Pedro era candidato à reeleição pelo PSDB que tinha Ricardo Carrijo como candidato à Prefeito. Questão facilmente administrada por Moussa. Em 1998, envidou todos os esforços para eleger o irmão Deputado Estadual pelo PDT, alcançando êxito em mais esta empreitada, tendo organizado a campanha em toda a nossa região, sempre buscando apoio em antigos aliados.
Mesmo atuante nos bastidores da política, jamais demonstrou interesse em seguir carreira, candidatando-se a qualquer cargo. Homens com a tempera e denodo de Moussa fazem muita falta na política de hoje, principalmente por sua pratica democrática e de respeito aos adversários.
Era comum ouvi-lo dizer: meu amigo e adversário político, jamais deixando que a adversidade política se transformasse em questão pessoal. Indiscutivelmente, Moussa faz falta, tanto no meio empresarial como no mundo político.
